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Jaime e Cíntia & Cia - jaimecintia@tapera.net
sábado, 24 de agosto de 2013
O FLERTE


- Você quer namorar comigo, Rosinha?
- Só se você me levar para passear, Azurro!
- Mas você não pode acelerar, porque você é 1500 e eu apenas 1300.
- Ué!, tá sem potência?
- Não, só com pouca resistência física, mas dá para o gasto.
- Olha, eu gosto de velocidade...
- Iiiii, vai precisar ter paciência comigo, que eu já estou velhinho!
- Então engole um aditivo, para melhorar a potência.
- E se me der um ataque cardíaco? Pode prejudicar o injetor, em vez de arrumar, estraga tudo.
- Ah, não! Se o seu injetor pode não funcionar, então não saio.
- Mas então fica!
- Não fico, não namoro e não caso, pronto!


Jaime Mombelli.

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Postado por Jaime e Cintia as 24.8.13 e tem 2 comentarios

sábado, 10 de agosto de 2013
OS GIRASSÓIS

Copiamos do facebook o conto de nossa filha Clarissa Mombelli.

Escrevi esse conto em homenagem ao meu primo Luciano Cardoso Centena.  e com ele deixo um beijo enorme, e os desejos sinceros de que a vida traga muita luz à minha tia Lúcia, minha prima Renata e meu tio Luiz Renato Lacerda Centena para continuarem seu caminho com serenidade e alegria, apesar da tristeza dessa enorme perda.


Os Girassóis


Ele caminhava entre muitas flores amarelas, logo percebeu, eram girassóis. Ele se sentia em paz, já não dava mais tanta importância para o que tinha acontecido há pouco tempo atrás, o desespero, viver um momento tão confuso. Tudo se passou tão rápido que ele nem teve tempo pra pensar na vida, em tudo que tinha pra fazer naquela manhã. Agora estava ali, aliviado e tranquilo, entre as flores. Ainda era inverno, mas ele não sentia frio. -Este inverno está um pouco atípico pensou. Fechou os olhos e num rompante acordou com um susto em uma sala onde estava sentado em uma cadeira. Do seu lado sua prima que não via há bastante tempo, pela sala, parentes por todos os lados, e amigos, e vizinhos, e tanta gente reunida - ah! Uma festa!... e eu dormindo... ando cansado, falou baixinho.
Olhou para o tio que passava falando sozinho e olhando para todos os lados como que perseguido por seus próprios pensamentos e soltou uma daquelas suas piadas sobre o momento, e a graça que ele suscitava. O tio nem deu bola, como já era de costume, fez uma cara estranha na direção dele, ergueu a mão, chacoalhou um pouco como quem diz: vai fazer piada pra outro. Ele riu da reação, sabia que o tio também tinha achado graça.
Levantou-se e caminhou até a rua, onde podia ver mais amigos, pessoas novas, velhas, magras, gordas, loiras, morenas, mas, todas conhecidas, todas, sem exceção, mais de 100. Que dia especial, pensou, tanta gente reunida; o primo de longe, as amigas da faculdade, os tios que há tempo não via, o pessoal do trabalho. -Que saudade que eu estava sentindo, agora que me dei conta.
Caminhou entre todos, pediu um mate, depois se distraiu e foi para o outro lado, prestava atenção nas conversas, algumas alegres, outras tristes, outras confidenciais. O burburinho tomava conta de seu ouvido, parecia que podia saber muitas histórias ao mesmo tempo, e enxergava em cada uma daquelas pessoas as histórias diferentes que viveu em cada época de sua vida. Todos tão importantes para ele. Escutou palmas, olhou para dentro, muita gente reunida em um canto onde acontecia algum tipo de celebração. Lembrou-se do mate, pediu mais uma vez, mas as pessoas conversavam tanto que ele preferiu ficar por ali a observar, a roda do mate ia demorar. Desistiu e entrou.
Chegou mais perto e ouviu o discurso de seu pai, que falava sobre ele, e ficou surpreso, pois a festa era para ele, como não tinha se dado conta até então?
Agradeceu as palavras, sentiu-se orgulhoso de si, olhou sua irmã, tão linda, tão alegre; ela não parecia tão alegre naquele dia, nem a sua mãe. Essa sim, ele sentiu uma tristeza tão grande na mãe, o que será que ela tinha? Largou mais uma das suas piadas para ver se a alegrava, ela olhou para ele e com o olhar sorriu, como se a piada tivesse despertado alguma lembrança remota, que só os dois entenderiam. Ele sorriu de volta.
Já eram 14:30, e as pessoas começaram a sair todas de uma só vez, em grupo. -Pra onde todos vão? Perguntou. Seguiu o grupo, e foi quando se deu conta que era ali, naquele dia, naquele momento, sua despedida final. Seu último adeus à todas aquelas pessoas, pra ele mesmo e a vida que tinha vivido até aquele momento. Ele sempre tinha sido uma pessoa generosa, doar era com ele mesmo. Aquela manhã tinha sido tumultuada, ele não lembrava direito, só dos girassóis e da tranquilidade que ele sentiu entre eles... - Então não era uma sonho, era verdade...
Ouviu o seu primo e grande amigo dar um grito de adeus, ele gritou de volta... palmas... será que alguém ouviu? Fechou os olhos novamente e entre as palmas foi se desprendendo. A sensação era como voar em sonho. Ele não se apegava a nada que não precisasse mais... assim, rapidinho acordou em seu novo mundo, entre os girassóis... caminhou entre eles e pensou: missão cumprida, estavam todos lá, que venha a nova missão.

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Postado por Jaime e Cintia as 10.8.13 e tem 2 comentarios

domingo, 4 de agosto de 2013
LUCIANO

 
LUCIANO CENTENA
 
Extraí do facebook a homenagem que Lara Mombelli prestou ao seu primo recentemente falecido. A canção "pelos" é um hino campeiro que representa muito bem a alegria e desprendimento do Luciano. Pouco antes de ir campeirar nos pagos celestiais ele doou sua égua e suas botas. Despojou-se de seus apegos para adentrar a pé e descalço no paraíso, mas levou junto a bombacha e o chapéu. A bombacha, para mostrar que chegou dos pampas do Rio Grande do Sul e o chapéu, para saudar o Patrão Santo.

Lara diz: "Lucianinho, a tua alegria jamais será esquecida!"



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Postado por Jaime e Cintia as 4.8.13 e tem 1 comentarios

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